CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ORGÃOS




Professoras do curso de Medicina do UNIFESO recebem novas titulações

10-10-2018

No segundo semestre de 2018, Walney Ramos de Sousa e Claudia Ribeiro, professoras do curso de Medicina do Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO), receberam novas titulações. A primeira graduou-se doutora pela Universidade Federal do Ceará (UFCE) e a segunda mestra pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

A professora Walney fez mestrado em Medicina, na área de Neuroendocrinologia. Para o doutorado, por conta da dedicação ao ensino, optou por uma linha de pesquisa em História da Educação Comparada. O objetivo era fazer um contraponto em relação à experiência no UNIFESO. “Queria compreender os desafios que temos vivido com as mudanças no mundo e as formas de educar, que estão lá no século XIX ainda. Especificamente na educação médica, as mudanças curriculares tiveram um grande salto, porém, os jovens que ingressam na formação médica vêm da educação tradicional. E isto tem sido um desafio”, explica.

Na tese “A Arte de Cuidar: um caminho para a humanização da formação médica”, Walney trabalhou em entrevistas com estudantes professores e gestores das duas faculdades. Ela concluiu que o caminho mais viável para o médico atual é valorizar as narrativas. “O médico precisa entender que está diante de uma pessoa e não de uma doença. A medicina ficou muito cara, e hoje há uma hiper valorização dos grandes procedimentos. Quando o médico deixa o paciente falar, consegue estabelecer uma intersubjetividade e isto, inegavelmente, traz uma qualidade melhor de relação e melhora a hipótese de diagnóstico”, enfatiza. A professora conta que a Medicina Baseada em Narrativa já existe no mundo inteiro, mas é mais forte na Europa e no Canadá. No Brasil não existe, ainda, um local em que ela esteja totalmente estruturada, mas a ideia é implementá-la no curso do UNIFESO.

Já a professora Claudia Ribeiro concluiu o mestrado em Diversidade e Inclusão pela UFF. Ela é psicóloga de formação e trabalha em um programa pedagógico diferenciado para alunos com necessidades educacionais, seja autismo, TDH ou dislexia. A linha de estudo da professora foi focada na capacitação dos professores da educação básica de São José do Vale do Rio Preto (RJ). Ela investigou se uma metodologia de curso oportunizava conhecimento e mudança nas barreiras dos alunos com necessidades educacionais.

“O professor não sabe identificar as dificuldades de aprendizado dos alunos com necessidades educacionais. A escola precisa se preparar para os alunos e não os alunos se adequarem ao que a escola oferece”, conta. Ela diz que o cenário no ensino superior é o mesmo das escolas, só que com um grau de dificuldade maior. “A maioria destas síndromes passaram a ser tratadas recentemente. Há alunos que precisam somente de uma adaptação ou de alguma ferramenta que oportunize o aprendizado”, justifica.